A gestão de produtos é uma tarefa desafiadora, que exige que os gerentes de produto tenham uma compreensão clara dos requisitos do produto e das necessidades dos clientes. Ao desenvolver produtos, é comum ter muitas ideias e requisitos, o que pode levar a um grande backlog de produtos que pode ser difícil de gerenciar. 

Para garantir que os recursos limitados sejam usados de forma eficaz, é importante priorizar os requisitos do produto com base em seu valor e impacto. Uma técnica popular usada pelos gerentes de produto é a técnica Moscow, que ajuda a priorizar requisitos com base em sua importância. 

Neste post, vamos explorar como usar a técnica Moscow para priorizar recursos em gestão de produto, e como ela pode ajudar sua equipe a se concentrar nos requisitos certos do produto para garantir o sucesso do mesmo.

Afinal, o que é Técnica Moscow?

A técnica Moscow é uma técnica de priorização de requisitos de produto que ajuda os gerentes de produto a identificar e priorizar os requisitos mais importantes para o sucesso de um produto. 

O termo Moscow é um acrônimo de quatro categorias principais de prioridade: Must-Have, Should-Have, Could-Have e Won’t-Have. Os requisitos são categorizados em cada uma dessas categorias com base em sua importância e impacto no produto. Os requisitos Must-Have são os mais importantes e essenciais para o produto, e não podem ser comprometidos ou adiados sem prejudicar o valor do produto. Os requisitos Should-Have são importantes, mas menos críticos do que os Must-Have, e podem ser adiados ou deixados de lado em situações extremas. 

Já os requisitos Could-Have são opcionais e podem ser considerados se houver tempo e recursos disponíveis. Por fim, os requisitos Won’t-Have não são incluídos no produto e são deixados para serem considerados em versões futuras ou descartados completamente.

Por exemplo, ao desenvolver um software de gerenciamento de projetos, um requisito Must-Have pode ser a capacidade de criar tarefas e atribuí-las a membros da equipe, sem isso, o software não atenderia aos requisitos básicos do cliente e não seria capaz de competir com outras soluções no mercado. 

Um requisito Should-Have pode ser a capacidade de filtrar tarefas por data de vencimento, que é importante para muitos usuários, mas não é crítico para o sucesso do produto. Um requisito Could-Have pode ser a capacidade de anexar arquivos às tarefas, que seria útil para alguns usuários, mas não é uma funcionalidade essencial. 

Por fim, um requisito Won’t-Have pode ser a integração com um aplicativo de calendário de terceiros, que pode ser considerado em versões futuras, mas não é uma prioridade para o lançamento inicial do produto.

Como definir as quatro categorias de prioridade

A definição clara das quatro categorias de prioridade é crucial para a aplicação eficaz da técnica Moscow na gestão de produtos. Os gerentes de produto devem trabalhar em conjunto com a equipe para definir e concordar sobre o que cada categoria representa em termos de importância e impacto no produto. 

A categoria Must-Have deve incluir apenas os requisitos essenciais para o sucesso do produto, aqueles sem os quais o produto seria inútil ou incapaz de competir no mercado. A categoria Should-Have deve incluir requisitos importantes, mas menos críticos do que os Must-Have, que podem ser comprometidos ou adiados em situações extremas. 

A categoria Could-Have deve incluir requisitos opcionais que seriam úteis para alguns usuários, mas não são essenciais para a maioria. Finalmente, a categoria Won’t-Have deve incluir requisitos que não serão incluídos no produto, mas podem ser considerados em versões futuras.

Para definir as quatro categorias de prioridade, é importante envolver a equipe de produto em discussões e debates para garantir que todos tenham uma compreensão clara do que cada categoria representa. Uma maneira de fazer isso é conduzir uma sessão de brainstorming para listar todos os requisitos possíveis do produto, discutir e priorizá-los com base em sua importância e impacto no produto. 

A equipe pode, então, votar e concordar com a categoria apropriada para cada requisito. É importante lembrar que as categorias podem mudar ao longo do tempo, à medida que a equipe e os usuários aprendem mais sobre o produto e suas necessidades. Portanto, é necessário revisar e ajustar a matriz Moscow regularmente para garantir que ela continue refletindo as prioridades atuais do produto.

Como identificar e avaliar os requisitos de produto para aplicar a técnica Moscow com sucesso

Identificar e avaliar os requisitos de produto é um passo importante para aplicar a técnica Moscow com sucesso na gestão de produtos. Para começar, os gerentes de produto devem realizar uma análise aprofundada das necessidades dos usuários e do mercado-alvo, a fim de identificar todos os requisitos relevantes para o produto. 

Essa análise deve incluir pesquisas de mercado, entrevistas com clientes, análise de concorrentes e outros métodos de coleta de informações. Uma vez que todos os requisitos relevantes foram identificados, os gerentes de produto devem avaliá-los com base em sua importância para o sucesso do produto e seu impacto no mercado.

Para avaliar os requisitos, é importante considerar o impacto que cada um terá no produto e em sua capacidade de atender às necessidades do usuário. É possível classificar os requisitos em categorias de prioridade com base no impacto que eles têm no produto. Por exemplo, um requisito que seja crítico para o sucesso do produto pode ser classificado como “Must-Have”, enquanto um requisito que seja útil, mas não crítico, pode ser classificado como “Should-Have”. 

Uma vez que todos os requisitos foram avaliados e classificados de acordo com sua importância, os gerentes de produto podem aplicar a técnica Moscow com base nas categorias de prioridade, permitindo-lhes tomar decisões informadas sobre o que deve ser incluído no produto e quando.

Em resumo, identificar e avaliar os requisitos de produto é um passo crucial para aplicar a técnica Moscow com sucesso. Os gerentes de produto devem realizar uma análise aprofundada das necessidades dos usuários e do mercado-alvo, identificar todos os requisitos relevantes e avaliá-los com base em sua importância e impacto no produto. Ao fazer isso, eles podem aplicar a técnica Moscow de maneira eficaz e tomar decisões informadas sobre como priorizar os requisitos do produto.

Dicas práticas para usar a técnica Moscow na gestão de produtos

Existem algumas dicas práticas que podem ajudar os gerentes de produto a aplicar a técnica Moscow com sucesso na gestão de produtos. Em primeiro lugar, é importante definir claramente as categorias de prioridade “Must-Have”, “Should-Have”, “Could-Have” e “Won’t Have”, e garantir que toda a equipe tenha uma compreensão clara do que cada categoria significa. 

Em seguida, é recomendável criar uma matriz de priorização, que permita aos gerentes de produto avaliar cada requisito com base em seu impacto no sucesso do produto e em seu valor para o usuário.

Outra dica importante é envolver todas as partes interessadas no processo de priorização, incluindo desenvolvedores, designers e outros membros da equipe. Isso pode garantir que todas as perspectivas sejam consideradas e que a equipe esteja alinhada em relação aos objetivos do produto. 

Além disso, é fundamental manter a lista de requisitos atualizada e revisá-la regularmente à medida que as necessidades do usuário e do mercado mudam.

Por fim, é importante lembrar que a técnica Moscow é uma ferramenta de priorização, mas não deve ser usada como a única fonte de informação para a tomada de decisões. Os gerentes de produto devem levar em consideração outros fatores, como o orçamento, a equipe e as limitações técnicas, ao tomar decisões de priorização. 

Ao seguir essas dicas práticas, os gerentes de produto podem aplicar a técnica Moscow de maneira eficaz e tomar decisões informadas sobre como priorizar os requisitos do produto para atender às necessidades do usuário e do mercado.

Como a técnica Moscow se compara a outras técnicas de priorização de requisitos

A técnica Moscow é uma das muitas técnicas de priorização de requisitos disponíveis para os gerentes de produto. No entanto, ela se destaca por sua simplicidade e clareza em relação às categorias de prioridade “Must-Have”, “Should-Have”, “Could-Have” e “Won’t Have”.

Isso torna mais fácil para a equipe de produto avaliar e priorizar os requisitos com base em sua importância para o sucesso do produto. Além disso, a técnica Moscow é flexível o suficiente para acomodar diferentes perspectivas e objetivos, e pode ser facilmente adaptada para atender às necessidades específicas do produto.

Outras técnicas de priorização de requisitos, como a Análise de Custo-Benefício, a Análise de Ponto de Função e a Matriz de Esforço x Impacto, podem ser mais adequadas para situações específicas ou para produtos com requisitos mais complexos. Essas técnicas podem envolver análises mais detalhadas e fornecer uma visão mais abrangente dos requisitos do produto. No entanto, elas também podem ser mais demoradas e exigir mais recursos e expertise para serem implementadas com sucesso.

Em resumo, a técnica Moscow se destaca por sua simplicidade e facilidade de uso, tornando-a uma opção atraente para muitos gerentes de produto. No entanto, outras técnicas de priorização de requisitos também podem ser valiosas em determinadas situações e produtos. Cabe aos gerentes de produto avaliar suas necessidades específicas e escolher a técnica de priorização de requisitos mais adequada para o seu produto e equipe.

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Esperamos que este post tenha sido útil para você entender a técnica Moscow e como aplicá-la com sucesso na gestão de produtos. Se você quiser aprimorar ainda mais suas habilidades em gestão de produto, recomendamos conferir os cursos disponíveis na plataforma da Awari. 

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